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O MDC ENVIA UM SINAL RESPIRATÓRIO E ABRE GABINETE ATMOSFÉRICO

Mariana Caló e Francisco Queimadela Corpo aéreo, 2017, still missiva#3

15 Abril 2020

 

Nunca foi tão urgente e fez tanto sentido olhar e escutar a natureza. Questão transversal a todos os que habitam o mundo, a natureza é também o tema-âncora proposto pelo Museu da Cidade, projeto recente, fundado no passado mês de fevereiro. Depois de se ter fechado numa concha produtiva, o MdC adapta-se agora aos tempos excecionais que vivemos, e cria um balão de oxigénio para respirar.

 

O recém-fundado museu à escala da cidade iniciou um enraizamento progressivo, propondo leituras e percursos de articulação entre as suas 16 estações. Depois de ter visto suspensas as atividades, por força do atual estado de emergência, o Museu da Cidade prolongará as datas das exposições já inauguradas, a partir de uma nova agenda programática, reabrindo assim que as regras de saúde pública o permitam.

 

Entretanto, depois de ter estado “fechado na sua concha”, metáfora da natureza que voltou o MUSEU DA CIDADE para dentro e assimilou a atual conjuntura, é agora tempo de regressar ao contacto enviando um Sinal Respiratório sob a forma de missivas e de fazer nascer o Gabinete Atmosférico para partilha de ideias com a comunidade.

 

ABERTURA DE NOVO ESPAÇO AÉREO

Com anúncio do novo website para breve através do novo endereço museudacidadeporto.pt, o MUSEU DA CIDADE aproveita este intervalo forçado para abrir um espaço aéreo, enquanto resposta à situação de isolamento vivida atualmente. O visitante recebe um Sinal Respiratório sob a forma de missiva – textos, sons, imagens de sopro e de ar –, que a equipa de programação foi recolhendo e que partilhará durante este tempo de reclusão e de reflexão.  Já as Plataformas Públicas previstas para discussão à volta dos programas museológicos das futuras estações do MdC – Extensão da Natureza, do Douro e do Romantismo, instalam-se agora no Gabinete Atmosférico, com convite à participação da comunidade, abrindo um discurso partilhado de certezas e inquietações sobre o museu que queremos para a cidade.

 

Entre fevereiro e março, o Museu da Cidade inaugurou três novos espaços expositivos, encontrando-se a preparar a abertura compassada das restantes estações, a partir da vocação particular de cada uma. Em retrospectiva dos primeiros passos visíveis, o Gabinete do Desenho da Casa Guerra Junqueiro acolheu a linguagem da natureza nos desenhos e gravuras de Ilda David’ em Por trás das árvores há um outro mundo. No âmbito do programa comemorativo dos duzentos anos da Revolução Liberal, abriu no Gabinete do Tempo da Casa do Infante a exposição 1820 – Revolução Liberal do Porto, a partir da qual se prepara agora um livro com investigação do especialista José Manuel Lopes Cordeiro. Já na Biblioteca Sonora, o verdadeiro coração pulsante do Museu da Cidade, Livros são árvores, bibliotecas são florestas constituiu o primeiro momento do ciclo do batizado Gabinete do Som, lugar privilegiado para olhar e ouvir as palavras e os sons. Em ação cruzada, as atividades do programa operativo decorreram com especial incidência na experiência sonora, desenvolvendo-se a par das exposições e de projetos renovados, como o sétimo ano de Um Objeto e seus discursos por semana.

 

Para mais informações consulte o website ou contacte o Museu da Cidade através de info.museudacidade@cm-porto.pt.