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1
RESERVATÓRIO
2
CASA MARTA ORTIGÃO SAMPAIO
3
CASA TAIT
4
EXTENSÃO DO ROMANTISMO
5
ENTRE QUINTAS
6
BANCO DE MATERIAIS
7
RIO DA VILA
8
CASA DOS 24
9
ARQUEOSSÍTIO
10
CASA GUERRA JUNQUEIRO
11
EXTENSÃO DO DOURO
12
CASA DO INFANTE
13
BIBLIOTECA SONORA
14
ATELIÊ ANTÓNIO CARNEIRO
15
EXTENSÃO DA INDÚSTRIA
16
EXTENSÃO MATADOURO
17
BONJÓIA EXTENSÃO DA NATUREZA

CASA DOS 24

1
RESERVATÓRIO
2
CASA MARTA ORTIGÃO SAMPAIO
3
CASA TAIT
4
EXTENSÃO DO ROMANTISMO
5
ENTRE QUINTAS
6
BANCO DE MATERIAIS
7
RIO DA VILA
8
CASA DOS 24
9
ARQUEOSSÍTIO
10
CASA GUERRA JUNQUEIRO
11
EXTENSÃO DO DOURO
12
CASA DO INFANTE
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BIBLIOTECA SONORA
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ATELIÊ ANTÓNIO CARNEIRO
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EXTENSÃO DA INDÚSTRIA
16
EXTENSÃO MATADOURO
17
BONJÓIA EXTENSÃO DA NATUREZA

CASA DOS 24

A sua história remonta ao século XV, a antiga Casa da Câmara, construída em meados de 1450, considerada a primeira sede do poder autárquico, onde até final do século XVII se reuniam em assembleia os chamados homens-bons, ou os representantes dos 24 ofícios da cidade.

 

Em 1875, um incêndio destruiu por completo o edifício, que apenas em 2002 seria reerguido, na recriação contemporânea da perdida torre medieval, projeto do arquiteto Fernando Távora. Em betão e granito, a nova torre ganhou a volumetria e dimensão original, envolveu parte das ruínas e fez nascer um amplo lado em vidro que religa aquele edifício icónico à cidade. Parte das ruínas, junto à antiga muralha do Terreiro da Sé, foram deixadas a descoberto. Trata-se de uma elevação simbólica que se ergue sobre a cidade e o rio, um monumento que dá corpo a uma impossibilidade – a presentificação do passado no tempo contemporâneo, um lugar evocativo de uma ideia de ordem e de estabilidade num espaço urbano em perpétua mudança.

 

Em 2019, a Casa dos 24 integrou a nova estrutura do Museu da Cidade, fazendo parte do eixo material, que começa no Reservatório, na zona ocidental da cidade e se estende até ao Freixo, com a Extensão da Indústria, e ao Matadouro, na zona oriental. Estabelece, com o Arqueossítio, estrutura vizinha, uma ligação discursiva que se consubstanciará num fluxo constante de produção de saberes e de narrativas.   

 

No âmbito do projeto artístico do Museu da Cidade, expurgada de objetos, a Casa dos 24 recuperará a sua condição de monumento que, presentificando uma ausência, a memória de um tempo já revoluto, se simboliza a si mesmo. Promontório privilegiado para a cidade, a Casa dos 24 operará como uma caixa de ressonância, que se funda e se afunda num espaço em negativo, meio pétreo-meio aéreo — uma sonda em estado de vigília, um instrumento de captação e irradiação sonora da cidade. Aqui será o lugar de um programa de ativação e intervenção sonora concebido em colaboração com coletivos de músicos e artistas sonoros a operar na cidade, e outros de outros lugares.

 

Campo magnético de relações, a partir desta torre desenha-se uma constelação que herda e confronta os poderes secular e religioso. A potência das palavras de todos os tempos articula-se em torno da vizinha Sé, nas ruas entre a Casa dos 24 e o Arqueossítio. Enquanto lugar de passagem, o Arqueossítio inverte e transfigura as suas lógicas para materializar novas leituras e ideias sobre a cidade.

 

Imagens—Atlas: António Alves (MdC), Fernando Noronha (MdC) e Filipa Brito (CMP).

Endereço

Rua de São Sebastião, s/n 4000-013 Porto
GPS: 41.143039, -8.611626

Autocarro

30, 500, 600
Comboio: São Bento - L. Braga, L. Guimarães, L. Marco

Metro

São Bento

Estacionamento

Praça de Lisboa; Palácio da Justiça; Ribeira, Cardosas

Eixos

SONORO

MATERIAL