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RADIOSTESIA — CAPTAR, CONDUZIR, COMPREENDER FORÇAS INVISÍVEIS

Gabinete do Som — Biblioteca Pública Municipal do Porto

Ilustração do livro “On Sound”, de John Tyndall

RADIOSTESIA

Captar, Conduzir, Compreender Forças Invisíveis

 

Após Livros são árvores, bibliotecas são florestas, que inaugurou um novo ciclo de programação na sala de exposições temporárias da Biblioteca Pública, rebatizada Gabinete do Som e pensada como uma extensão da Biblioteca Sonora, o verdadeiro coração pulsante do Museu da Cidade, apresentamos agora Radiostesia [Captar, Conduzir, Compreender Forças Invisíveis].

 

As palavras radioestesia e radiestesia são neologismos construídos a partir de dois termos: o latino radium, “radiação”, e o grego αἴσθησις [aísthesis], “percepção pelos sentidos”. No passado usava-se também o termo rabdomancia, formado pelos termos gregos ῥάβδος, “vara” ou “verga”, e μαντεία “adivinhação”.

 

Os livros são campos de forças, por isso sobrevivem ao tempo e aos tempos. Fechados, encerram segredos. Abertos, são campos ressonantes. Alguns dos livros aqui reunidos são para iniciados porque negoceiam com o que está para além da visão. Escrutinam, perscrutam o invisível, ponderando forças magnéticas, detetando manifestações de energia, sinalizando vastos campos de comunicação extrassensível.

 

Organizados por secções que correspondem a determinados temas, materialidades ou objetos arcaicos e arquetípicos que nos acompanham transgeracional e transculturalmente — a escuta, a perceção, o ruído, a comunicação com os mortos, a adivinhação, o sino, a sirene, a antena, o pêndulo, o párarraios, a vara do vedor (aquele que pesquisa e procura nascentes de água), a água, a experiência poética ou poiética —, estes livros são de diferentes épocas, compreendidos entre o século XVI e a época contemporânea, e convocam espíritos inquietos e visionários e práticas ancestrais ainda hoje atuantes. Dão-nos, em todo o caso, acesso a zonas obscuras e recônditas do magnífico fundo bibliográfico da Biblioteca Pública Municipal do Porto.

 

Em cada exposição realizada neste espaço o som é uma dimensão material e perceptiva sempre presente. Concebido pelo músico Pedro Augusto, induz-nos a uma experiência sonora, a um tempo, acústica e acusmática (ou seja, um som ouvido sem que uma causa originária seja vista), transportando-nos para estados profundos e alteres de consciência.

 

 

BILHETES

Entrada gratuita.

HORÁRIO

Segunda + Sábado 10H—18H
Terça—Sexta 9H—19H30

ENDEREÇO

Biblioteca Pública Municipal do Porto
Rua de D. João IV, 2. 4049-017 Porto

AUTOCARRO

22, 207, 303, 400, 904, 905, ZH, 202, 207, 303, 400, 500, 900, 901, 904, 905, 906, ZH

METRO

24 de Agosto
São Bento

ESTACIONAMENTO

Dom João I