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DIÁLOGOS ÍMPARES #17 — Anacronismo, Contemporaneidade, Inatualidade: o tempo da arte

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EXTENSÃO DO ROMANTISMO

Vista da exposição “Metamorfoses, Imanência Vegetal, Mineral e Animal no Espaço Doméstico Romântico”; Extensão do Romantismo. © António Alves

Nesta época de uma arte que, nas suas correntes predominantes, se afirma como «contemporânea» e por conseguinte em correlação privilegiada com  o seu (e o nosso) tempo, esta Conversa propõe-se, como crítica explícita dessa auto-imagem «pós-moderna» da criação artística, interrogar o tempo da arte. Faz-se arte para o «seu» tempo? Ou, pelo contrário, o «seu» tempo é aquele para o qual a genuína arte não se faz, nunca se fez? Não será toda a arte, pela sua «origem» ontológica sempre repetida em cada nova criação, essencialmente inactual, anacrónica? Não poderia a criação artística em qualquer época dizer de si o que o filósofo Nietzsche dizia da sua filosofia: «a partir deste tempo, contra este tempo, em favor, espero, de um tempo por vir»? Ou, evocando o sentido dado por Agamben a «contemporâneo», não serão os verdadeiros contemporâneos, em cada época, e portanto também na nossa, aqueles que, explorando no seu tempo esse «tempo por vir», jamais poderiam reconhecer-se como contemporâneos nem ser reconhecidos pelos seus contemporâneos?

 

Sousa Dias. Nasceu em 1956. Filósofo. Professor no ICAFG (Porto). Tem vários livros publicados, dentre os quais O que é poesia? (2008), O riso de Mozart – música pintura cinema literatura (2016) e Teologia da carne – a pintura de António Gonçalves (2018), todos na editora Documenta (Lisboa).

 

Inscrições

A participação é gratuita e requer inscrição prévia através de preenchimento de formulário. Mais informações através do email mdc.educativo@cm-porto.pt ou (+351) 226057000.
Limite de 40 participantes.

 

ENDEREÇO

Rua de Entre-Quintas, 220 4050-240 PortoLocalização

AUTOCARRO

200, 201, 207, 208, 300, 301, 302, 303, 501, 507, 601, 602, 801

ESTACIONAMENTO

Palácio de Cristal