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A grande viagem de Carlos Alberto não foi a do exílio

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EXTENSÃO DO ROMANTISMO

Ms. 622 Horas. Orações & Cod. Biblioteca Pública Municipal do Porto. Fotografia de António Alves

 

Depois de percorrer aproximadamente dois mil quilómetros, Carlos Alberto – o rei exilado da Sardenha – chega, em 1849, ao Porto. Uma escolha de destino final de viagem que se afigura convicta para uma dura jornada, carregada pelo peso da abdicação ao trono e da derrota dos ideais liberais que deixariam por cumprir o sonho de uma unidade italiana. De saúde muito fragilizada e muito desalentado, Carlos Alberto troca a coroa real pela vida singela e de recato do que viriam a ser os últimos três meses da sua vida, acabando por morrer aos 50 anos.

Depressa se transformou numa figura do ideário Romântico portuense e a sua breve passagem pela cidade logo inspirou novas viagens evocativas em torno da sua memória. Os Caminhos do Romântico são prova disso, com o percurso dedicado a Carlos Alberto a fazer dessas deambulações novos pretextos para infindáveis viagens e revelações participadas por novos agentes que se entrecruzam numa relação corpo-espaço-histórias.

 

Joana Leite

Técnica Superior do Município do Porto do Departamento Municipal de Gestão do Património Cultural, em colaboração com a Direção Artística do Museu da Cidade, desde 2021; Arqueóloga, com trabalhos desenvolvidos e artigos publicados, principalmente no centro e norte do país: Lousada, Vila Nova de Gaia, Porto, Arouca e Vila Nova de Foz Côa. Corresponsável por projetos arqueológicos, dirigiu de trabalhos de campo, acompanhamentos arqueológicos de obra, sondagens arqueológicas e foi corresponsável pelo estudo arqueobotânico de vários projetos arqueológicos. Em paralelo com a Arqueologia, desde 2003, ministrou formação, coordenou cursos e foi docente em vários estabelecimentos de ensino/formação.

 

Joana Alves-Ferreira

Arqueóloga (FLUP, 2004), e investigadora no Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património | Universidade de Coimbra. Nesta instituição, desenvolve o seu projeto de doutoramento em torno do lugar de narração do Neolítico enquanto modelo de narração da diferença e figura de uma gramática homo-hegemónica, que, nas cartografias discursivas e políticas contemporâneas, atualiza uma pulsão colonizadora sobre o outro. É editora da revista καιρός | kairós, na mesma instituição. Atualmente integra a equipa do Departamento Municipal de Gestão do Património Cultural em colaboração com a Direção Artística do Museu da Cidade.

 

Inscrições

A participação na atividade é gratuita e requer inscrição prévia através do formulário.

 

Limite de 40 participantes.

 

+ info mdc.educativo@cm-porto.pt. ou (+351) 226057000.

 

ENDEREÇO

Rua de Entre-Quintas, 220 4050-240 PortoLocalização

AUTOCARRO

200, 201, 207, 208, 300, 301, 302, 303, 501, 507, 601, 602, 801

ESTACIONAMENTO

Palácio de Cristal