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ARCA

Quintas 23H sessão contínua
Diariamente: 3 notas interrompem a emissão com várias ocorrências diárias e abrem uma arca sem fundo

— uma nave que percorre as latitudes criativas locais e desafia todos os silêncios

Em parceria com Matéria Prima

Repositório de arquivos musicais e sonoros inexplorados, gravações esquecidas ou inéditos desconhecidos que captam o pulsar e a efervescência criativa da cidade.

PÓLEN

Durante toda a emissão com interrupções para a ARCA e as rubricas

—sonda sonora da cidade

Sonoridades compostas a partir de gravações de campo captadas nas estações e no seu entorno. Neste arranque, as composições sonoras são desenvolvidas por Samuel Martins Coelho e Nuno Preto—colectivo Espaço Invisível, estando na forja colaborações com outros coletivos e artistas sonoros.

DIÁRIO DA PESTE

Diariamente às 12H + 22H (repetição)

—escrito ao ritmo de um isolamento, que é o isolamento de todos

Leituras por Nuno Preto e Marta Bernardes

Gonçalo M. Tavares, escritor em residência do MdC, começou um Diário da Peste, criado e partilhado ao ritmo que a epidemia se espalhava pelo mundo.

CONFABULAÇÕES

Diariamente 21H + 14H (repetição)

—conta-contos, uma fábula para filhos e outra para pais

Por Marta Bernardes

Um programa onde a composição sonora e a palavra encantatória se misturam, recuperando o sentido literário da fábula, do texto mágico e da narração. Fábulas que unem gerações e geografias, os mais arcaicos modos de entender o mundo aos modos tantos da infância, modos que dotam de sentido fantástico o pensamento filosófico mais erudito, tanto como as formas de contar mais populares.Em cada noite um antes-de-dormir para os filhos e para os pais. Uma viagem pelos reinos imensos e irmãos de Ouvir e Confabular.

TRABALHAR CANSA

A partir do dia 1 de maio — Diariamente 12H + 22H (repetição)

—remessas de histórias do contexto industrial do Porto
Por Bruno Monteiro

A estrear!

RELATÓRIO PERIÓDICO

Todas as Segundas 23H + Quintas 16H (repetição)

— incidências arquivísticas na Fonoteca Municipal do Porto

Em parceria com a Fonoteca Municipal do Porto. Por Armando Sousa

Uma seleção musical que acompanha a catalogação do arquivo sonoro da cidade em vinil. Os “glitches” diários de um processo em curso neste arquivo que configura uma relação material com o disco— o tempo de pôr a agulha, ouvir, tirar a agulha, virar o disco, guardar.

COLAPSO

Todas as Sextas 23H + Segundas 16H (repetição)

—colagem ou colisão de elementos sonoros que despoletam imagens, ou que partem de imagens para depois as implodir

Por Tomás Cunha Ferreira e Domenico Lancellotti

Um movimento constante entre construção e destruição, sendo uma a outra, trocando as voltas que o mundo dá, chegando até a natureza interior. A rádio trabalha com construção visual, através de som, ruído, voz, música, e outros padrões subterrâneos. Pinturas e fotografias contêm som. Outras possibilidades e desdobramentos serão articuladas, entretanto, o programa parte de fora para dentro e do interior para lá do ser. Com ritmos, leituras, entrevistas, ideias, transes. Derrocada das estruturas. Sempre em circuito aberto.

ESTAÇÃO SONOPLASMÁTICA

Todos os Sábados 23H + Terças 16H (repetição)

— vinda do apocalipse invasor de campos eletromagnéticos modernos

Por Ruca Bourbon

Devaneios sonoros apresentados em formato ‘programa de rádio’ onde serão usados meios de transmissão contemporâneos e antigos, analógicos e digitais para mostrar raridades do futuro, arquivos perdidos do passado, apropriações ilícitas, desconstrução de discursos,instrumentos musicais experimentais, audio-colagens, versões obscuras, técnicas de desorientação, plunderphonics, cut up, mensagens subliminares…

INVENTÁRIO

Todos os Domingos 16H + Quartas 10H (repetição)

—inventário oral das ruas e dos edifícios da cidade
Por Luís Aguiar Branco

Deambulações pela alma da cidade com primeiras paragem nas praças da cidade, tradicionais lugares de encontro, agora vazias, em pleno confinamento.

ECOS DA BIBLIOTECA SONORA

—resgate de leituras do espólio da Biblioteca Sonora

A estrear!

O MUNDO É UM VAMPIRO

— dissonâncias românticas

A estrear!

FIM DE EMISSÃO

Diariamente da 1H—9H
— Abril—Estudos Ambientais, de André Gonçalves

 

Com transmissão diária em horário noturno, convidamos mensalmente artistas sonoros a desenvolver composições generativas originais de longa duração.

Estudos Ambientais parte de uma análise de exercícios-tipo de treino de escalas, decompostos nos seus elementos principais de sucessão de notas e com intervalos e durações diferentes. Foi criado um programa que gera e altera estes padrões em tempo real criando novos exercícios, que variam em complexidade e duração. Várias instâncias deste programa foram posteriormente usadas para pautar e conduzir três naipes de orquestra – cordas, madeiras e metais – e vários solistas em piano elétrico, mellotron, órgão e electrónica. Os elementos ambientais, esporadicamente introduzidos, marcam a passagem do tempo num claro piscar de olhos à “environmental music” japonesa: kankyō ongaku.

 

André Gonçalves (1979) tem vindo a desenvolver, desde 1998, projetos em diversas áreas artísticas, nomeadamente nas artes plásticas, música, vídeo, instalação e performance. Os seus trabalhos foram apresentados em instituições, galerias e festivais, na Europa, Ásia e América, sendo-lhe atribuídas várias bolsas, residências artísticas e prémios. O seu trabalho musical, a solo ou em coletivos, está documentado em mais de 15 edições sob os nomes Ok.suitcase, In Her Space, Stapletape, Gigantiq, entre outros. Nos últimos anos tem sido mais reconhecido pelo seu trabalho enquanto criador da marca de sintetizadores modulares ADDAC System. Editou Música Eterna em 2015, a sua primeira obra a solo em 10 anos, disponível para iPhone/iPad/iPod. Em 2016, na Shhpuma, editou Currents & Riptides.